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sábado, 14 de janeiro de 2012

Ceratocone

QUE É CERATOCONE?
ceratocone, ou córnea cônica é uma desordem não inflamatória , na qual existe uma modificação na espessura e formato da córnea, geralmente bilateral (em ambas as córneas) e assimétrico.
A palavra ceratocone se deriva de duas palavras gregas : karato – que significa córnea e konos – que significa cone.
Desta forna, como o próprio nome diz, no ceratocone a córnea apresenta protuberância (como um cone) e afinamento, causando embaçamento e distorção na visão.
COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO?
O diagnóstico é realizado através de exame oftalmológico e pode ser confirmado através da Topografia Corneana Computadorizada.
O exame de Topografia Corneana Computadorizada, como o próprio nome diz, faz uma análise topográfica da superfície da córnea que nos permite obter informações quantitativas e qualitativas a respeito da córnea do paciente, através de um gráfico numérico e de cores. Com isto, além de muito ajudar no diagnóstico, nos permite um acompanhamento da evolução, forma, posição e tamanho do cone.
Alguns indícios clínicos como mudanças freqüentes da refração e a impossibilidade de conseguir boa acuidade visual com óculos são também dados que auxiliam na realização do diagnóstico e seguimento da evolução do ceratocone.
QUEM TEM CERATOCONE?
Existem algumas divergências nos dados que se referem as taxas de incidência desta doença na população, mas acredita-se de uma forma geral que o ceratocone acomete aproximadamente 5 em cada 10.000 pessoas.
Freqüentemente aparece entre os 15 e 40 anos, mas pode ocorrer também mais precocemente; em alguns casos a partir dos 10 ou 12 anos;
De acordo com uma pesquisa realizada com pessoas que apresentam ceratocone, os portadores desta doença estão divididos da seguinte forma:
Faixa etária
Percentual
67 a 76 anos
1,5 %
57 a 66 anos
3,0 %
47 a 56 anos
11,7%
37 a 46 anos
20.1%
27 a 36 anos
35.6%
17 a 27 anos
25.9 %
8 a 16 anos
2.1 %

Tipo de Cone
Percentual
Oval
60 %
Redondo ou em bico
40 %
Globoso
1 %
COMO O CERATOCONE EVOLUI?
Geralmente evolui por um período de 10 a 20 anos. A evolução da doença pode parar em qualquer fase, seja ela moderada ou severa. A forma de progressão é variável, assim como a severidade.
Com a evolução da doença, aumentam os valores da curvatura corneana assim como as distorções da córnea.
Apesar de normalmente ser bilateral a evolução da doença pode se dar de forma diferente de um olho em relação ao outro. É comum o primeiro olho afetado evoluir de forma mais severa.
QUAIS SÃO OS SINTOMAS?
Nas fases iniciais, a visão poderá ser afetada levemente, aparecendo sintomas de fotofobia, irritações , ofuscamento, embaçamento e/ou distorções moderadas.

O QUE CAUSA O CERATOCONE?

Embora exista um grande número de pesquisas sobre a origem do ceratocone, uma resposta definitiva sobre o assunto ainda permanece obscura.
Alguns casos podem ter componente hereditário, porem a maioria dos casos parece não ter o seu aparecimento associado a laços de família. Sabe-se que um número considerável de pacientes com ceratocone tem um componente alérgico associado e que a chance de um parente consangüíneo vir a ter ceratocone é de 1 em 10.

TRATAMENTOS E CUIDADOS

O tratamento no ceratocone tem por objetivo a obtenção de boa acuidade visual para o paciente.
O tipo de tratamento a ser adotado vai depender o estágio de evolução em que o ceratocone se encontra.
Pode-se adotar óculos, lentes de contato ou cirurgia . Isto vai depender da severidade da condição do ceratocone.
Os óculos são utilizados com sucesso principalmente na fase inicial do ceratocone, onde através do óculos pode-se obter uma visão satisfatória.
Nesta mesma fase o paciente pode ainda optar com lentes de contato hidrofílicas (gelatinosas) ou rígidas .
Porém , com o avanço do problema, os óculos e as lentes de contato hidrofílicas passam a não proporcionar uma visão satisfatória. Neste ponto as lentes rígidas poderão propiciar uma acuidade visual mais elevada para o paciente.
É preciso lembrar, que estatisticamente apenas aproximadamente 10% dos casos evoluem para transplante de córnea, sendo que na grande maioria dos casos consegue-se controlar o problema através principalmente da adoção de lentes de contato rígidas.
É muito comum o portador de ceratocone ter o hábito de coçar muito os olhos. Esta esfregação pode contribuir para o processo da doença, assim sendo, os pacientes são orientados a não coçarem os olhos.
Não existem no mercado, medicamentos conhecidos que possam evitar o progresso da doença.
Um dos maiores motivos de indicação de transplante de córnea é quando não se pode mais obter visão satisfatória com os meios acima descritos.

AS LENTES DE CONTATO RÍGIDAS NO CERATOCONE

Boa parte dos pacientes portadores de ceratocone, a alternativa, para alcançar boa visão, é o uso de lentes de contato rígida.
O usuário destas lentes , deverá receber um acompanhamento rigoroso, visto que o ajuste das lentes de contato no ceratocone pode não ser tão fácil, podendo, no decorrer do tempo acontecer mudanças na curvatura corneana ou outras alterações na superfície da córnea que necessite levar a realização de ajustes na lente.
Assim sendo, o acompanhamento freqüente do médico oftalmologista é fundamental.
DIFICULDADES NA ADAPTAÇÃO DA LENTE DE CONTATO RÍGIDA NO CERATOCONE:
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/ceratocone/imagens/ceratocone-16.jpg
Córnea normal
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Ceratocone médio
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Ceratocone avançado
Os materiais assim como os desenhos das lentes de contato rígidas vem gradativamente evoluindo, buscando proporcionar melhor adaptação e conforto aos pacientes.
Apesar disto, alguns pacientes não possuem boa tolerância à lente rígida, o que pode dificultar a adaptação a estas lentes de contato .
Nestes casos, o médico irá procurar buscar mecanismos para minimizar o impacto do incômodo da lente rígida no olho do paciente, tentando viabilizar o uso da lente, mesmo que seja por curtos períodos determinados pelo médico e selecionados pelo paciente de acordo com os momentos em que este tenha maior necessidade de boa acuidade visual.
Em alguns casos a ausência de tolerância a lente pode ser tão grande que não permita ao paciente o uso destas lentes.

VIVENDO COM CERATOCONE

Muitas vezes a notícia de que e portador de ceratocone causa um impacto psicológico bastante grande no paciente.
O esclarecimento, o conhecimento do que realmente é o ceratocone é fundamental para a tranqüilidade do paciente.
É muito comum, quando alguém do círculo de amizades do paciente sabe ser ele portador de ceratocone, apresentar a este paciente informações não reais a respeito da doença, como por exemplo a necessidade incondicional de transplante de córnea, a possibilidade de uma cegueira repentina, etc.
A informação, a orientação é um grande caminho para levar a este paciente tranqüilidade para encarar estas situações com serenidade, mostrando-se conhecedor do problemas e de suas reais estatísticas.
Desta forma, o paciente deve procurar manter-se em contato com o seu oftalmologista dirimindo com ele as possíveis dúvidas que surgirão, seguindo as orientações por ele prescritas.
O paciente deve procurar criar seus mecanismos para minimizar e conviver bem com o problema, desta forma alguns conselhos podem ser úteis:
Procure ter lentes de reserva e carregá-las , principalmente no caso de viagem;
Se tiver fotofobia(incômodo provocado por luminosidade) providencie óculos de sol de boa qualidade e procure mantê-los sempre à mão;
Evitar exagerar no uso de lentes de contato, dê o devido descanso ao seu olho. Procure respeitar a sensibilidade de seu olho, que é diferente de uma pessoa para outra. Programe-se para isto;
Lembre-se o seu médico não tem o controle sobre o que acontece e do que você faz no seu dia a dia. Então é seu dever cuidar adequadamente de seu olho, e programar as visitas ao seu médico de acordo com a orientação deste;
Use óculos de proteção no caso de realizar atividades que possam levar a impactos no olho;
Em relação ao ponto de vista emocional e psicológico é importante o paciente manter uma atitude positiva e de serenidade em relação ao problema, adaptando-se a este fato em sua vida;
Ao observar mudanças visuais ou aparecimento de sintomas oculares como irritações, coceira excessiva, escurecimentos, intolerância à lente, etc, procure sempre o seu médico.

PROGNÓSTICOS

Muitas pesquisas estão sendo realizadas tentando buscar as causas e o funcionamento do ceratocone.
O objetivo é conhecer profundamente a origem do problema e desenvolver alternativas terapêuticas cada vez mais avançadas.
Fonte: www.drcampiolo.med.br

Astigmatismo

O QUE É ASTIGMATISMO?

É uma deficiência visual, causada pelo formato irregular da córnea ou do cristalino formando uma imagem em vários focos que se encontram em eixos diferenciados.

Uma córnea normal é redonda e lisa. Nos casos de astigmatismo, a curvatura da córnea é mais ovalada, como uma bola de futebol americano. Este desajuste faz com que a luz se refrate por vários pontos da retina em vez de se focar em apenas um. Para as pessoas que sofrem de astigmatismo, todos os objetos - tanto próximos como distantes - ficam distorcidos.

As imagens ficam embaçadas porque alguns dos raios de luz são focalizados e outros não. A sensação é parecida com a distorção produzida por um pedaço de vidro ondulado.

O astigmatismo é hereditário e pode ocorrer em conjunto com a miopia ou a hipermetropia.

Um astigmatismo ligeiro pode desenvolver-se ao longo dos anos, devido à alteração da curvatura da córnea, provocada pelos milhares de pestanejamentos diários.

Pessoas que sofrem de astigmatismo podem corrigir sua visão com o uso de uma lente oftálmica chamada tórica ou cilindrica (que faz com que os raios de luz se concentrem em um plano único), em óculos ou lentes de contato. Podem, ainda, se valer de cirurgia a laser ou do procedimento conhecido como ceratotomia astigmática.
Tipos de Astigmatismo


Os tipos de astigmatismo baseado na estrutura assimétrica:
Astigmatismo corneal - devido a cornea de formato irregular
Astigmatismo lenticular - devido a lentes de formato irregular

Tipos de astigmatismo baseado nos meridianos principais:
Astigmatismo regular
Astigmatismo irregular

Tipos de astigmatismo baseado no foco dos meridianos principais:
Astigmatismo simples complexo
Astigmatismo hipermétrope simples
Astigmatismo miópico dificil simples
Astigmatismo composto
Astigmatismo hipermétrope composto
Astigmatismo miópico composto
Astigmatismo misto
Sinais e Sintomas

Embora o astigmatismo brando possa ser assintomático, astigmatismo mais intensos podem causar sintomas como visão borrada, astenopia, fadiga ou dores de cabeça.
Tratamento

O astigmatismo pode ser corrigido com óculos de grau, lentes de contato ou cirurgia refrativa.
Várias considerações envolvendo a saúde ocular, status refrativo e estilo de vida frequentemente determinam se uma opção é melhor que a outra:

Óculos em geral é a opção mais segura.

Nas pessoas com ceratocone, lentes de contato rígidas de gás permeável geralmente permitem que o paciente atinja uma melhor acuidade visual em relação aos óculos de grau. Lentes gelatinosas podem não ser tão efetivas

A cirurgia, especialmente para pessoas que têm olhos secos ou outras condições que as proíbem de usar lentes corretivas cansativas, pode ser a solução mais adequada. O tipo mais comum de cirurgia para corrigir o astigmatismo é o LASIK (laser in situ keratomileusis): utilizando um feixe de laser é feita uma pequena incisão na superfície do olho para criar uma pequena ponta de tecido para cima a qual é erguida.

Um outro feixe de laser é usado para corrigir a curvatura irregular vista no astigmatismo. A ponta é substituída e a recuperação é normalmente rápida e indolor. O uso da cirurgia LASIK para tratar astigmatismo de até 4 dioptrias é recomendável somente como parte de um procedimento combinado para tratar miopia ou astigmatismo.

Se o astigmatismo é causado por um problema de deformação do globo ocular devido a um calázio, o tratamento da condição irá resolver o astigmatismo.

Fonte: www.coecentrodeolhos.com.br

Câncer de Mama





CÂNCER DE MAMA 





Como são as mamas:
As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que conduzem o leite produzido para fora pelo mamilo. Como todos os outros órgãos do corpo humano, também se encontram nas mamas vasos sanguíneos, que irrigam a mama de sangue, e os vasos linfáticos, por onde circula a linfa. A linfa é um líquido claro que tem uma função semelhante ao sangue de carregar nutrientes para as diversas partes do corpo e recolher as substâncias indesejáveis. Os vasos linfáticos se agrupam no que chamamos de gânglios linfáticos, ou ínguas. Os vasos linfáticos das mamas drenam para gânglios nas axilas (em baixo dos braços) na região do pescoço e no tórax.
Os tipos de câncer de mama:
O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma desordenada. A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, quando não passa das primeiras camadas de célula destes ductos, ou invasor, quando invade os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados de Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Este tipo de câncer muito freqüentemente acomete as duas mamas. O Carcinoma Inflamatório de mama é um câncer mais raro e normalmente se apresenta de forma agressiva, comprometendo toda a mama, deixando-a vermelha, inchada e quente.
O câncer de mama, como muitos dos cânceres, tem fatores de risco conhecidos. Alguns destes fatores são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que uma pessoa tem a este determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver este câncer.
Existem também os fatores de proteção. Estes são fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este câncer é menor.
Os fatores conhecidos de risco e proteção do câncer de mama são os seguintes:
Idade: 
 
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O câncer de mama é mais comum em mulheres acima de 50 anos. Quanto maior a idade maior a chance de ter este câncer. Mulheres com menos de 20 anos raramente têm este tipo de câncer.
Exposição excessiva a hormônios: 
 
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Terapia de reposição hormonal (hormônios usados para combater os sintomas da menopausa) que contenham os hormônios femininos estrogênio e progesterona aumentam o risco de câncer de mama. Não tomar ou parar de tomar estes hormônios é uma decisão que a mulher deve tomar com o seu médico, pesando os riscos e benefícios desta medicação.
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Anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos também pode aumentar este risco.
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Retirar os ovários cirurgicamente diminui o risco de desenvolver o câncer de mama porque diminui a produção de estrogênio (menopausa cirúrgica).
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Algumas medicações "bloqueiam" a ação do estrogênio e são usadas em algumas mulheres que tem um risco muito aumentado de desenvolver este tipo de câncer. Usar estas medicações (como o Tamoxifen) é uma decisão tomada junto com o médico avaliando os risco e benefícios destas medicações.
Radiação: 
 
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Faz parte do tratamento de algumas doenças irradiar a região do tórax. Antigamente muitas doenças benignas se tratavam com irradiação. Hoje, este procedimento é praticamente restrito ao tratamento de tumores. Pessoas que necessitaram irradiar a região do tórax ou das mamas têm um maior risco de desenvolver câncer de mama.
Dieta: 
 
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Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida de álcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia.
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Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama, principalmente quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos. Manter-se dentro do peso ideal (veja o cálculo de IMC neste site), principalmente após a menopausa diminui o risco deste tipo de câncer.
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Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama (veja Dieta do Mediterrâneo neste site).
Exercício físico: 
 
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Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem ou fizeram exercício regular quando jovens.
História ginecológica: 
 
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Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é fator de risco para o câncer de mama.
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Menstruar muito cedo (com 11 anos, ou antes) ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos e por isso aumenta o risco deste câncer.
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Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de mama
História familiar: 
 
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Mulheres que tem parentes de primeiro grau, mães, irmãs ou filhas, com câncer de mama, principalmente se elas tiverem este câncer antes da menopausa, são grupo de risco para desenvolver este câncer.
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Apesar de raro, homens também podem ter câncer de mama e ter um parente de primeiro grau, como o pai, com este diagnóstico também eleva o risco familiar para o câncer de mama.
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Pessoas deste grupo de risco devem se aconselhar com o seu médico para definir a necessidade de fazer exames para identificar genes que possam estar presentes nestas famílias. Se detectado um maior risco genético, o médico pode propor algumas medidas para diminuir estes riscos. Algumas medidas podem ser bem radicais ou ter efeitos colaterais importantes. Retirar as mamas e tomar Tamoxifen são exemplos destas medidas. A indicação destes procedimentos e a discussão dos prós e contras é individual e deve ser tomada junto com um médico muito experiente nestes casos.
Alterações nas mamas: 
 
Ter tido um câncer de mama prévio é um dos maiores fatores de risco para este tipo de câncer. Manter-se dentro do peso ideal, fazer exercício físico, seguir corretamente as recomendações do seu médico e fazer os exames de revisão anuais são medidas importantes para diminuir a volta do tumor ou ter um segundo tumor de mama.
Ter feito biópsias mesmo que para condições benignas está associado a um maior risco de ter câncer de mama.
Mamas densas na mamografia está associado a um maior risco para este tumor. É muito importante que a mamografia seja feita em um serviço qualificado e que o exame seja comparado com exames anteriores.

Sintomas do câncer de mama:
O câncer de mama normalmente não dói. A mulher pode sentir um nódulo (ou caroço) que anteriormente ela não sentia. Isso deve fazer ela procurar o seu médico. O médico vai palpar as mamas, as axilas e a região do pescoço e clavículas e se sentir um nódulo na mama pedirá uma mamografia.
A mulher também pode notar uma deformidade na suas mamas, ou as mamas podem estar assimétricas. Ou ainda pode notar uma retração na pele ou um líquido sanguinolento saindo pelo mamilo. Nos casos mais adiantados pode aparecer uma "ferida" (ulceração) na pele com odor muito desagradável.
No caso de carcinoma inflamatório a mama pode aumentar rapidamente de volume, ficando quente e vermelha.
Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. É fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está acontecendo. As mamas se modificam ao longo do ciclo menstrual e ao longo da vida. Porém, alterações agudas e sintomas como os relacionados acima devem fazer a mulher procurar o seu médico rapidamente. Só ele pode dizer se estas alterações podem ou não ser um câncer. 


Como se faz o diagnóstico de câncer de mama:
A mamografia é um Rx das mamas. Este exame também é feito para detecção precoce do câncer quando a mulher faz o exame mesmo sem ter nenhum sintoma. Caso a mama seja muito densa, o médico também vai pedir uma ecografia das mamas.
Se a mamografia mostra uma lesão suspeita, o médico indicará uma biópsia que pode ser feita por agulha fina ou por agulha grossa. Geralmente, esta biópsia é feita com a ajuda de uma ecografia para localizar bem o nódulo que será coletado o material, se o nódulo não for facilmente palpável. Após a coleta, o material é examinado por um patologista (exame anátomo-patológico) que definirá se esta lesão pode ser um câncer ou não.


Tratamento para o câncer de mama:
Existem vários tipos de tratamento para o câncer de mama. São vários os fatores que definem o que é mais adequado em cada caso. Antes da decisão de que tipo de tratamento é mais adequado o médico analisa o resultado do exame anátomo-patológico da biópsia ou da cirurgia se esta já tiver sido feita. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo.
Se o tumor for pequeno, o primeiro procedimento é uma cirurgia onde se tira o tumor. Dependendo do tamanho da mama, da localização do tumor e do possível resultado estético da cirurgia, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama (geralmente um quarto da mama ou setorectomia) ou retira a mama inteira (mastectomia) e os gânglios axilares.
As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessitará de mais algum tratamento complementar ou não. Geralmente, se a mama não foi toda retirada, ela é encaminhada para radioterapia.
Dependendo do estadiamento, ou seja, quão avançada está a doença (tamanho, número de nódulos axilares comprometidos e envolvimento de outras áreas do corpo), também será indicada quimioterapia ou hormonioterapia. Radioterapia é o tratamento que se faz aplicando raios para eliminar qualquer célula que tenha sobrado no local da cirurgia que por ser tão pequena não foi localizada pelo cirurgião nem pelo patologista. Este tratamento é feito numa máquina e a duração e intensidade dependem das características do tumor e da paciente.
Quimioterapia é o uso de medicamentos, geralmente intravenosos, que matam células malignas circulantes. O tipo de quimioterápico utilizado depende se a mulher já está na menopausa e a extensão da sua doença. Hormonioterapia é o uso de medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer. Este tratamento é dado para aquelas pacientes em que o tumor mostrou ter estes receptores positivos (receptor de estrogênio e receptor de progesterona).


Detecção precoce do câncer de mama:
O exame de palpação realizado pelo médico e a mamografia são os exames realizados para uma detecção precoce desse tipo de câncer.


Como o médico faz esse exame?
O exame mais fácil de se realizar para se detectar uma alteração da mama é o exame de palpação. Neste exame o médico palpa toda a mama, a região da axila e a parte superior do tronco em busca de algum nódulo ou alteração da pele, como retração ou endurecimento, e de alguma alteração no mamilo.
A mamografia é um Raio X das mamas e das porções das axilas mais próximas das mamas. Nesse exame, o radiologista procura imagens sugestivas de alterações do tecido mamário e dos gânglios da axila. A ecografia das mamas pode auxiliar o radiologista a definir que tipo de alterações são essas.
Esses exames, quando realizados anualmente ou mais freqüentemente, dependendo da história individual da paciente (presença de fatores de risco ou história de tumores e biópsias prévias), pode diminuir a mortalidade por esse tipo de tumor, quando realizados entre os 50 e os 69 anos.
Porém, este tipo de tumor tem características diferentes para populações diferentes. Isto altera o quanto a mamografia é eficaz em diminuir a mortalidade por este tipo de tumor.
Realizar esses exames entre os 40 e os 49 anos pode diminuir a mortalidade por este tipo de tumor, mas o efeito dessa diminuição só se dará quando essas mulheres tiverem mais de 50 anos. 


http://www.abcdasaude.com.br/